Após gravação, PTB Nacional afasta articulador da deputada Jaqueline Silva

A sigla reforçou que todos os envolvidos devem ser investigados e defendeu a distrital: “Desconhece qualquer prática fora da lei” por ela

A direção nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) informou, na noite desta quinta-feira (10/12), que Daniel de Abreu Corrêa foi afastado da primeira-secretaria da legenda no Distrito Federal “para que possa exercer seu direito de ampla defesa e contraditória”. A sigla é comandada pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (foto em destaque).

Corrêa foi gravado organizando a nomeação, em março do ano passado, de um empresário para o Conselho do FAC, visando supostamente desviar verba e “fazer caixa para 2022” (veja abaixo). O caso foi revelado pelo Metrópoles.

Na gravação, Daniel – que atuou como articulador da campanha política da parlamentar – comentou que a indicação de Wallace Soares Nazário será feita a pedido da própria petebista. A nomeação não chegou a ser efetivada.

Em defesa da distrital, a executiva nacional da sigla sublinhou desconhecer “qualquer prática fora da lei pela presidente do Diretório do partido no DF, e reforça que todos os envolvidos devem ser investigados”.

De acordo com o texto encaminhado à coluna Janela Indiscreta, “a deputada Jaqueline Silva compareceu pessoalmente na direção da Polícia Civil, solicitando que todos os envolvidos sejam investigados. Ademais, reforçou que jamais permitiu que qualquer pessoa utilizasse o nome dela para obtenção de benefícios pessoais”, sublinhou a legenda.

PTB defende investigação dos envolvidos na gravação.

Entenda o caso

Daniel Corrêa é a principal personagem de um áudio obtido pelo Metrópoles em que aparece dando dicas de como proceder para conseguir “uma graninha por fora“.

Ele inicia o diálogo com Wallace apontando o conselho do FAC como “o melhor cargo na Secretaria de Cultura, a nível de articulação política”, uma vez que “todos os orçamentos da secretaria passam pelo FAC”.

“O FAC é uma instituição que faz financiamento direto de vários projetos de políticas governamentais, como também abre editais de chamamento público para atender à comunidade artística. São vários conselheiros, alguns indicados do governo. Outros, pela sociedade civil. Se a gente consegue indicar alguma pessoa para participar do Conselho de Cultura, tudo vai passar pela mão dessa pessoa para ela assinar”, declara.

“Se a pessoa for um radical xiita, ela não vai assinar nada, vão isolá-la. Uma pessoa sozinha não faz verão, vai ficar isolada lá. Então, eu preciso ajudar, não adianta fazer ‘piti’, eu tenho que colaborar com as coisas”, afirma.

Com informações do Metrópoles.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *