O governo cubano acaba de anunciar que vai se retirar do Programa Mais Médicos.
A alegação é de que as condições impostas pelo futuro governo de Jair Bolsonaro são “inaceitáveis”, uma vez que, elenca a ilha, a equipe do presidente eleito pôs em questão a preparação dos médicos cubanos, condicionou a permanência deles à validação do diploma e colocou como única via a contratação individual.
“Os povos da Nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária dos nossos profissionais”, diz Cuba.
Em entrevista a O Antagonista, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, cotado para ministro da Saúde, disse ontem que já havia alertado Bolsonaro sobre o risco de que o governo de Cuba determinasse o retorno imediato de todos os 10 mil médicos cubanos que estão no país.
Bolsonaro comentou sobre o assunto em seu Twitter na tarde desta quarta. O presidente eleito diz que “Cuba não aceitou” mudanças que propôs para o programa. “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, publicou.

Fonte: oAntagonista, R7
